sexta-feira, 25 de julho de 2008

Foi preciso...


Eu não queria, mas o destino às vezes faz com que não tenhamos alternativa. Todos meus conhecidos sabem o quanto gosto de animais e como é imenso o meu carinho pelos cachorros, em especial. Certa manhã, indo para o trabalho, uma cachorrinha que mal conseguia permanecer de pé, apareceu em minha porta. O acaso não existe, era pra ela ter uma família! Foi a primeira saber que um irmãozinho estaria chegando.

Tinha um olhar meigo, um latido fininho, pêlos negros, dentes que pareciam umas serras. Era uma SRD sim, mas com subpêlo de Pastor Alemão, disse a Veterinária. Seu nome? Penélope. Para os íntimos, Pepeca. Assim era conhecida no pequeno bairro onde morávamos, na cidade mais antiga do estado do Rio Grande do Sul. Por alguns anos, foi minha amiga, companheira, filha. Por alguns anos, destruiu o primeiro sofá que comprei, comeu as flores do meu jardim, fez de sua casa de espuma uma deliciosa e confortável cama, usou tênis como osso.

Tivemos momentos maravilhosos. Passeios e mais passeios. Era só aparecer com sua coleirinha rosa que já se encaixava entre nossas pernas para que pudesse desfilar pelas ruas. Fez amizade como nenhuma outra cadela daquele lugar! Era muito amada e querida! Que saudade...

Essas recordações estão na minha mente e são lembradas diariamente. Está sendo muito difícil ter que aceitar a distância, ouvir trovões e saber que não posso mais abrigar a minha bola de pêlo, sentir frio e não poder mais proteger e também me aquecer em seus pêlos negros e brilhosos. Ver sua partida, foi como se tivessem retirado de mim um pedaço do meu corpo, que sem ele, este já não pode mais funcionar perfeitamente. Cada lágrima deixada foi de tristeza, mas também de esperança em poder um dia te reencontrar.

3 comentários:

Nivinha disse...

Olá, adivinha quem é? Sua amiga Nívea. Saudades menina! Não fica triste, são coisas da vida, a minha se foi e agora tenho outro (Wolverine, um rotweiler). Agora vai no meu blog e deixa um recadinho:www.brecholete.blogspot.com.
Bjssssssss

Unknown disse...

Oi Mariola,

Ai que dor perder um animalzinho de estimação. Eu já tive vários bichos: tartaruga, peixe, hamster, coelho, frango, maritaca e gato. E realmente a cada perda é um processo difícil de superar. Mas a vida é assim mesmo, um ciclo que não pára. Bola para frente, que outras emoções e apegos estão por vir, com certeza. bjs, Andressa

Unknown disse...

Mari!!!
nao sabia q a penelope nao tinha vindo
imagino como foi deixa-la nossa vc cuidava dela como filha
bjs