sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Projeto V


Heloisa, minha amiga, desde antes de chegar ao Brasil, já vinha falando: engordei!!! Desesperada. Sei muito bem o que é isso! Ficou um tempão aqui no Rio e nenhuma mudança aconteceu. Nem com ela, e muito menos comigo... Não emagrecemos, não engordamos, não conseguimos fazer exatamente o que planejamos. Mas pelo menos sua visita ao Brasil foi produtiva, mas produtiva ainda foi sua ida a aula de natação do Dudu! Mas deixa isso pra lá!

Então, véspera de viajar novamente, veio ela e com 1 hora de atraso a nossa companheira de esculachar com os homens, Aline. Lulu, mais conhecida assim, comentou que ela e uma outra amiga, criaram o Projeto V. Ainda acredito que deveria ser Projeto UUUUUUUUUUU, mas tudo bem. Nós três também decidimos realizá-lo, mas até agora nenhum e-mail do Projeto V chegou em minha caixa de entrada. Por que será? Será que ninguém ainda se movimentou para executá-lo? Tenho pensado seriamente sobre o assunto, e decidi enviar hoje para vocês, minhas escudeiras, a primeira foto do nosso projeto.

Para as demais pessoas acompanharem melhor o texto, o Projeto V, nada mais é do que o V que fica na frente da nossa barriga quando uma calça jeans não fecha. O motivo é tão respeitável, que acredito, defendi, mas perdi, e o nome permaneceu o mesmo e não o U. Pois a situação está tão braba que o U já ultrapassou o V em muitos quilômetros, ou melhor, em quilos. Que permaneça assim. É evidente que não colocarei a primeira foto aqui, será enviada somente para elas, mas prometo que quando o Projeto V, U, W terminar, coloco uma fotinha aqui também! Pois o combinado foi tirar uma foto usando a tal calça e mostrar o V, e é claro que não vou pagar barriguinha aqui, né?!

Afinal de contas, depois que se tem filho, você vira um “tribalista” e não é mais de ninguém. Nem comento tudo o que as enfermeiras fazem com a gente dentro do hospital, mas ao sair... Amamentando... Amigos, vizinhos, irmão, pai, pessoas da rua, praia, shopping e tudo mais vêem você alimentando seu filho, no ato mais simples e doce da vida. Mas muitos levam na maldade. Voltando para o texto... Imagina se um peito é motivo para tanto falatório, alguém acha que eu colocaria a foto tão esperada aqui, fala sério!!! Passa na praça!

Meninas! Está decretado o início do Projeto V! Quem quiser entrar, envie um e-mail super sexy com sua calça jeans tamanho 36, 38, 40 (sei lá qual), pois não sabemos a razão por ela não está fechando, nem entrando, e quem sabe nem passando da coxa... Mas tem o detalhe que falei anteriormente (rsrsrsrs, calma aí, hahahaha), tem que pagar barriguinha na foto, mas só nós venusianas veremos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Quando no silêncio da noite...


Só. É assim que me sinto. Triste? Não sei. Mas é assim. Às vezes me sinto confusa, insegura, amedrontada. Mas por alguma outra razão me pego com toda a certeza do mundo, aliviada, relaxada, com olhar fixo e seguro. Sentimentos distintos em uma mesma pessoa, em um mesmo coração, pelo mesmo pretexto. Diversas pessoas de uma hora para a outra se tornaram meus terapeutas, meus ouvidos, meus calmantes.

É difícil falar, escrever, colocar para fora o que se sente, pois é desconhecido. Como definir e ter ações adequadas se o desconhecido é que deveria determinar os atos. Esses atos podem motivar conseqüências para toda a vida. Vida essa que deveria ser regida por toda felicidade possível que uma pessoa possa ter. É confuso e sombrio ter que tomar decisões que irão influenciar sua vida e de muitas outras pessoas.

Por isso, é melhor ficar só. Por vezes ficamos só mesmo com uma pessoa ao nosso lado. Não precisamos ficar isolados para termos esse sentimento. Nosso coração pede consolo, mas só nós sabemos e podemos tentar confortá-lo. Dói. Muito. Mas só nós conhecemos ou achamos que conhecemos a melhor forma de melhorar a situação.

Em certas ocasiões, um sacode do pai, um e-mail da mãe e um sorriso do filho, nos alegram. Mas só quando tudo, tudo tiver resolvido e calmo, poderemos nos sentir em paz, conseguindo sorrir e sentir novamente o calor e o amor de uma pessoa ao nosso lado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Alívio...


Existe alguma coisa melhor que fazer xixi quando se está apertada mais de 4 horas? Nãooooooo... Tenho muito pra dizer sobre esse evento. Sou especialista em prender o xixi. Desde pequena quando íamos para a casa da Tia Cibele que naquela época ainda não existia a Linha Amarela, que então ficava muito, muito longe, eu segurava o xixi, ou melhor, minha necessidade fisiológica líquida. Caraca! Era uma loucura! Tinha que passar por uma rua que meus pais falavam que era a Estrada do Pula-pula. Que alegria! Então parem para pensar. Uma bexiga quase estourando, pessoas felizes no carro e meu pai procurando as melhores, portanto maiores deformidades da tal Estrada do Pula-pula. Chegar à casa da Tia Cibele além de uma aventura era uma verdadeira felicidade.

Uma vez na escola, ainda muito novinha, eu fiquei tão apertada que saiu. Saiu o quê? Foi o meu suco de laranja que vazou! Pelo menos foi essa a minha desculpa até eu levantar e perceber que eu estava toda molhada, ou melhor, mijada!

Sempre que pego a chave de casa e do carro é sinônimo de: Mariana vá ao banheiro, você está apertadíssima e não dará tempo para chegar ao seu destino. Foi e é muito comum chegar e sair da faculdade e do trabalho com a bexiga tão cheia, com um mini pinga-gotas e o pior, pernas cruzadas para fechar o ladrão, e não conseguir mais andar e a vontade só aumentar e ter que ir pulando até a porta do banheiro. Que maravilha! E sempre tem uma pessoa pra perguntar: Mariana, está tudo bem?

A última foi a melhor!!! Não pensem que sou porca, mas foi preciso. Indo para o Chuí, distância de 200Km de Rio Grande, para fazer uma comprinhas, é claro que a vontade apareceu assim que pegamos a estrada. A sorte foi que o Dudu estava dormindo para não ver a cena. Fiquei tão, tão necessitada que não tive escolha. Como não tem nada na estrada indo para o Chuí além de mato, jacaré e bichinhos dentuços, fui obrigada a pegar um saquinho jogado no carro e fazer ali mesmo. Que alívio!

Minha mãe sempre falava: minha filha isso faz mal!

Só para finalizar, a maior conseqüência disso tudo, ficar presa no banheiro. Nem se fala! Várias vezes. Em uma das tantas oportunidades que tive em ficar trancada em banheiro, fui ameaçada pela faxineira da escola em chamar a Diretora para me fazer descer do vaso sanitário. Mas como alguém iria ver uma garotinha presa num banheiro com porta tão grande? E na piscina, na areia da praia, no mar nem se fala! Sem comentários...

Esse texto foi em homenagem as besteira que minha cunhada Marcela fala tanto! Odeio...

domingo, 10 de agosto de 2008

Parente de segundo grau...


Já o conheço há 28 anos. Isso tudo? Mas essa é a minha idade! Eu o conheço desde o dia 02.06.1980. As fotos da época de infância, dizem que éramos colados. Abraçados. Sorridentes. Poses e mais poses. Mas as lembranças... Que lembranças!

Me bateu muito. E nos outros também. Tinha a mão de velcro e de onça, igualzinha a do seu afilhado. Levava tudo por onde passava! Trocávamos presentes de Natal. Corria atrás de mim com uma banana na mão. Para quem não sabe, passo mal só com o cheiro da banana e do mamão.

Era um CDF. Chegou a desfilar no pelotão dos melhores alunos do Colégio. Passou nos primeiros lugares em todas as provas de Vestibular. Mas com o tempo, idade e namoradas, ele acabou se afastando e brigas vieram com mais intensidade.

Até que... Quando eu saí de casa e fui morar sozinha, ele se tornou um irmãozão! Virou meu confidente, amigo, padrinho e compadre. Mais laços que esses, não sei se é possível! Eu o amo muito. Meu irmão, Rodrigão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quase uma balzaca...


Hoje eu comecei a ler um livro que fala sobre mulheres com 30 anos...silêncio...hum...é verdade, estou quase lá. Não digo que bateu um desespero, mas uma preocupação sim. Caramba! Já aconteceu tanta coisa na minha vida e tem tanta coisa por vir. Parei para refletir mais ainda nos acontecimentos do momento e em mim como mulher.

Estava na sala do Pilates, olhei para aquele espelho enorme e falei: espelho, espelho meu, quem sou eu? Pensou que fosse aquela frase conhecida da literatura infantil? Não, não. Decidi tomar algumas decisões. Uma delas é deixar de ser uma mulher das cavernas, afinal meu filho já tem quase um ano e meio e posso voltar a ser a pessoa de antes. Cuidar de mim, emagrecer, ser patyzinha, sair com meus amigos, ser mulherzinha mesmo! Por exemplo, continuar assistindo mil vezes ao filme O Diabo Veste Prada e assistir ao filme Sex in the city. Detalhe desde que voltei de Rio Grande, em março, ainda não fui ao cinema.

Mas voltei a trabalhar!!! Quem sabe reabrir o meu negócio como no Sul? Estou pensando... Concurso, sei lá. Estou mais para um Doutorado.

Casamento? Sei lá também... Todo dia me vem na cabeça lembranças do passado, todo dia penso que o presente está muito complicado e o futuro? Só Deus sabe. Mas deixa como está. O resultado disso tudo está escrito no final do livro. É só esperar.

Pelo menos antes de me tornar uma balzaca, realizei um sonho e que sonho. Meu filho! Lindo, esperto, levado, um nadador nato igual a mãe dele. Quero conquistar muita coisa pra ele. Enquanto isso, continuo levando-o ao Shopping Barra World para assistir teatrinho infantil, à pracinha de brinquedos do Via Parque, ao quiosque da Praia do Recreio, ao sítio...

Objetivos para me tornar uma “boa” balzaca:
1- cuidar mais de mim
2- voltar a ser mulherzinha
3- sair com meus amigos
4- com a minha família já fico bastante, mas posso ficar ainda mais!
5- realizar meu sonho já falado no texto anterior
6- cuidar muito bem do meu filhão
7- ser muuuiitooooooooooo feliz
8- não tem nada para escrever aqui no número 8, mas só termino e assino em números pares. Está aí, posso tentar acabar com essa mania de números!